O título é da autoria de Vital Moreira e está inserto no «Público» desta terça-feira, onde se diz que "um governo do Partido Socialista não tem de ter inibições doutrinárias quanto a uma política amiga do mercado e das empresas, mas não pode ceder, nem dar a impressão de ceder, ao «partido dos negócios»".
Publicado por dizerbem em maio 16, 2006 09:49 AMPara melhor compreensão da frase posta à discussão, aconselharia a todos que lessem o livro "A Mão Vísivel, Mercado e Regulação", "escrito a duas mãos" e em que um dos autores foi o Prof. Vítal Moreira.
O livro reune as crónicas publicadas desde 2001 no Diário Económico.
Na sua nota introdutória chama a atenção para "tudo o que não diz respeito só aos regulados ou aos reguladores mas sim a todos nós, utentes do mercado, consumidores de bens ou serviços, cidadãos com direitos e obrigações."
São postas várias questões muito pertinentes sobre assuntos que envolvem grandes negócios e negociatas como o caso das farmácias: "Por que razão só existe uma farmácia no meu bairro e não três ou quatro, como acontece com outros estabelecimentos comerciais?" ou ainda a questão de "como é garantido o fornecimento, a qualidade e a acessibilidade de preço de serviços que são tão fundamentais como a água, a energia, os transportes, a saúde?".
Este livro prima pela apologia da transparência e responsabilidade pública.
A conclusão que se pode tirar da frase do Prof. Vítal Moreira é que partidos de negócios, serão todos os partidos que cedem aos grandes grupos de pressão, sejam eles partidos de esquerda ou de direita.